
No domingo, Miguel Oliveira parte da 14.ª posição da grelha de partida do Grande Prémio da Comunidade Valenciana, para a sua corrida de despedida da marca austríaca, à qual tantos pódios e vitórias deu nas três categorias mundialistas.
Resumindo o que se passou ao longo deste sábado com o piloto luso, desce cedo o ‘Falcão’ procurou assegurar o seu lugar na Q2, numa sessão sem história e marcada apenas pelos cinco minutos finais, numa altura em que o Falcão ocupava o sétimo lugar da classificação (mais um lugar do que o alcançado na sexta-feira).
No entanto, Miguel Oliveira não conseguiu melhorar o seu tempo (1m30s446 contra o 1m30s422 de sexta-feira) e teve de disputar a Q1 devido a 52 milésimos, numa sessão onde o mais rápido foi Jack Miller, com 1m29s921.
No TL4, Miguel Oliveira com pneus duro à frente e médio atrás, fez uma simulação de corrida e acabou por alcançar o melhor tempo da sessão, com o tempo de 1m30s762. Juntamente com Fabio Quartararo, foi o único piloto a rodar no segundo 30.
Com pneus duro à frente e macio atrás, Miguel Oliveira foi motivado em busca da qualificação para a Q2 devido ao seu resultado no TL4, mas acabou por não alcançar o seu objectivo de qualificação para a Q2 (avançaram Maverick Viñales – 1m30s090 – e Alex Rins – 1m30s126).
Com o quarto melhor tempo na Q1 (1m30s216), o Falcão vai sair da 14.ª posição da grelha de partida do Grande Prémio da Comunidade Valenciana, em Valência, o que significa que poderemos ter novamente um arranque canhão de Miguel Oliveira, o seu último na KTM.
“Hoje fiquei desapontado. Quando se faz o TL4 com algum do melhor ritmo de corrida por aí e depois se fica muito perto de passar do Q1 é sempre frustrante. Mas esta época tem sido smepre um pouco assim. De qualquer modo, estou ansioso pela corrida e pela nossa última amanhã”. Disse Miguel Oliveira, satisfeito com o ritmo de corrida mas frustado com a pouco competitiva RC16 austríaca no ‘time attack’ da tarde.
A única esperança de Miguel Oliveira, e também a nossa, é que amanhã o piloto de Almada confirme as boas sensações que teve no ritmo de corrida do TL4. A acontecer isso, pode muito bem ser mais um candidato ao triunfo, e até talvez colocar a ‘cereja no topo do bolo’ ao encerrar mais um capítulo da sua longa carreira. Será uma tarefa difícil porque tem 13 pilotos para ultrapassar, mas não uma impossibilidade.

