MotoGP, Miguel Oliveira: “Perceber se muda o número de pneus que podemos usar”
Miguel Oliveira está, tal como todos os outros pilotos, a tentar adaptar-se ao reajuste de horários que o Grande Prémio da Argentina sofreu. Sem treinos livres na sexta-feira, todo o programa vai ser cumprido sábado e domingo, algo a que o português terá de se adaptar.
“Para já, o essencial para nós é perceber se muda o número de pneus que podemos usar, essa é a grande questão para já. Sabemos que a Michelin ainda não tem aqui as máquinas para meter os pneus. A mim também me falta uma mota, a mota com que terminei a corrida. A nossa estratégia terá de ser um bocadinho adaptada, mais para não ter aquela mota ideal, mas uma mota que funcione, e que rapidamente consigamos perceber como os pneus funcionam também. Os pneus aqui são dos compostos mais duros que temos atrás, e isso vai afetar o modo como iniciamos as sessões, talvez fazer um pouco mais de voltas do que temos programado. Tentar que a equipa consiga, de sessão para sessão, no pouco tempo que tem, analisar o máximo possível, preparar, sobretudo eletronicamente, soluções para podermos experimentar, e isso será um desafio para eles e para nós, pilotos. Tentar ter boas referências e boas sensações logo de início será crucial para, logo na segunda sessão, fazermos aquela primeira qualificação para estarmos diretamente no Q2”, disse, em declarações à Sport TV.
“Vamos fazer sensivelmente um dia e meio num dia, vamos ter menos 45 minutos de treino do que é habitual. Vai ser igual para todos, eu estou preparado fisicamente, mesmo que seja para fazer duas corridas seguidas, vou ter de estar apto para fazê-lo. Naturalmente que vai implicar um maior stress para os mecânicos, têm de preparar duas motas inteiras de um dia para o outro, mas é esse o desafio que temos para a Argentina”, esclareceu.