As outras classes de GP, 26: A Rotax
Chamar à Rotax uma moto não é inteiramente verdade, pois o motor Austríaco foi, sim, usado numa enorme variedade de chassis artesanais entre 1980 e 1986
O coração da Rotax é um motor bicilíndrico em tandem, o que quer dizer que os cilindros estão dispostos longitudinalmente, um formato original que apenas foi usado pela Kawasaki além da marca Austríaca propriedade da Bombardier Canadiana.
Os motores apelidados de Tipo 256 tinham dimensões quadradas de 54 x 54 mm para produzir cerca de 88 cavalos às 12.800 rpm e foram usados pela Cotton, JJ Cobas, Siroko, Maxton, EMC, Waddon, e Armstrong.
No entanto, sobreviveram ainda mais como propulsores de motos de água e karts, o que explica o enorme número de produção comparado com uma moto de Grand Prix normal, de 2.083 motores desse tipo entre 1980 e 1998.
Como exemplo, a Maxton de 1982, do famoso preparador Ron Williams, era uma clássica moto de corrida da classe de 250 de Grand Prix usando o motor de 2 tempos tandem de válvula rotativa Rotax.
Carburadores Dellorto alimentavam o motor do lado direito, mas depois as saídas de escape eram pela frente e trás dos cilindros, portanto a 90 graus da admissão e causando problemas com o fluxo de gases interno e queima completa da mistura.
O motor usava uma ignição Femsa e caixa de cassette de seis velocidades.
No caso da Maxton, o chassis era um quadro de aço tubular construído com um monoamortecedor do próprio Ron Williams, usado quase horizontal na Maxton.
Já a J J Cobas, apropriadamente para o homem que o inventou, era construída em redor dum quadro dupla-viga de alumínio (abaixo com Sito Pons).
Os travões eram pinças Brembo GP da altura e as rodas Dymag de magnésio.
Já no caso da Armstrong, esta fora licenciada pela Bombardier para construir chassis usando o motor Rotax.
Para a temporada de 1984, os motores de produção tinham uma nova cambota mais leve.
Antes de 1985, os cilindros eram quadrados de perfil e tinham um maior volume de água no circuito de refrigeração.
Os cilindros mais recentes foram encolhidos para reduzir o volume de água e compactar mais o motor muito longo, até para acomodar a Power Valve adotada nesse ano.
Pilotos que correram com as Rotax incluem Sito Pons e Carlos Cardus, com a Rotax marcada como JJ Cobas, Tony Head, Graeme McGregor, Manfred Hervé na moto chamada Real, e os escoceses Doonie McLeod e Niall Mackenzie nas Armstrong, entre muitos outros. No entanto, perante a concorrência das Honda e Yamaha oficiais e alguma falta de fiabilidade, os resultados das Rotax foram modestos no Mundial.
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